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A definição de Amor criada por uma surda-cega

A definição de Amor criada por uma surda-cega

Conheça Hellen Keller, escritora americana que ficou surda e cega com um ano de idade, e sua definição de amor

Hellen e sua definição de amor.

Hellen Keller ficou surda e cega aos 19 meses de idade por conta de uma doença e teve grandes dificuldades para se comunicar com sua família, até que, com 7 anos, começou a ser ensinada pela professora Anne Sullivan, que desenhava os sinais na sua mão criando as ligações entre aquelas letras e as coisas do mundo.

Definição de AmorTudo tinha um nome, e cada nome deu vida a um novo pensamento. Quando voltamos à casa, todos os objetos que eu tocava pareciam tremer de vida. — Helen Keller

O livro e a história de Hellen são incríveis e já viraram peça de teatro e filme. Em uma passagem de ‘A História de Minha Vida’ ela narra a fase da vida que percebeu a existência de algo intangível porém extremamente vivo e real: o amor.

Transcrevo aqui o trecho do livro com a definição de amor por Hellen Keller:

“Lembro-me da manhã em que perguntei pela primeira vez o significado da palavra “amor”. Isso foi antes que eu conhecesse muitas palavras. Eu encontrara algumas violetas precoces no jardim e as trouxera para a Srta. Sullivan. Ela tentou me beijar mas naquela época eu não gostava que ninguém me beijasse, exceto minha mãe. A Stra. Sullivan me abraçou gentilmente e soletrou na minha mão:

— Eu amo Helen

O que é amor?- perguntei

Ela me puxou para perto e disse:

— Está aqui — apontando para o meu coração, de cujas batidas tive consciência pela primeira vez.

Suas palavras me intrigaram muito, porque no momento eu não entendia nada que eu não tocasse. Senti o cheiro das violetas em sua mão e fiz, meio em palavras meio em sinais, uma pergunta que significava:

— Amor é a doçura das flores?

— Não — disse a srta. Sullivan

Pensei novamente sobre o assunto. O sol quente brilhava sobre nós.

— Isso não é amor? — perguntei, apontando na direção de onde vinha o calor. — Isso não é amor?

Eu achava que não poderia haver nada mais bonito que o sol, cuja tepidez faz todas as coisas crescerem. Mas a srta. Sullivan sacudiu a cabeça e fiquei muito intrigada e desapontada. Achei estranho que minha professora não pudesse me mostrar o que era amor.

Um ou dois dias depois, eu estava enfiando contas de diferentes tamanhos em grupos simétricos num fio — duas contas grandes, três pequenas, e assim por diante. Cometera muitos erros e a srta. Sullivan os apontava repetidamente, com uma suave paciência. Finalmente notei um erro muito óbvio na sequência e, por um instante, concentrei minha atenção na aula e tentei pensar como devia ter arrumado as contas. A srta. Sullivan tocou minha testa e soletrou com decidida ênfase:

— Pense.

Num relâmpago, eu soube que a palavra era o nome do processo que estava acontecendo em minha cabeça. Essa foi minha primeira percepção consciente de uma ideia abstrata.

Fiquei parada por um longo tempo — não estava pensando nas contas no meu colo e sim tentando entender o significado para “amor” à luz daquela nova ideia. O sol tinha estado encoberto o dia todo e alguns rápidos aguaceiros já haviam desabado; mas subitamente o sol irrompeu de novo em todo o seu esplendor do sul.

Mais uma vez perguntei à minha professora:

— Isso não é amor?

— Amor é algo como as nuvens que estavam no céu antes do sol aparecer — respondeu ela. Então, em palavras mais simples do que essas, que naquela época eu não poderia ter entendido, ela explicou: — Você sabe que não pode tocar as nuvens, mas sente a chuva e sabe como as flores e a terra sedenta ficam contentes de recebê-la depois de um dia quente. Da mesma forma, não pode tocar o amor, mas sente a doçura que ele derrama em tudo. Sem o amor, você não seria feliz nem ia querer brincar.

A bela verdade irrompeu em minha mente — senti que haviam linhas invisíveis estendidas entre o meu espírito e o espírito dos outros.”

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Pela redação do Grato Por Tudo, com informações da Teeteto.

 

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