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Bairros caminháveis trazem mais felicidade

Bairros caminháveis trazem mais felicidade

Os bairros caminháveis tendem a trazer mais saúde e felicidade para a vida do Ser Humano

A maneira como as ruas e bairros são traçados afetam diretamente a vida dos habitantes de um lugar. Os bairros caminháveis favorecem a saúde, a prática de atividade física e o bem-estar de quem mora ou frequenta cada área da cidade.

Alguns ambientes são mais convidativos a permanecer ao ar livre do que outros – é o que fala um estudo do Centro de Estudos de Políticas Públicas da Universidade do Arizona. Na pesquisa foram observados os efeitos do desenho urbano na saúde das pessoas e, para isso, foram criadas quatro classificações:

  1. Tradicionais: bairros centrais ou próximos do centro, com diversidade de usos e fachadas ativas.
  2. Suburbanos: bairros mais afastados do centro, majoritariamente residenciais.
  3. Condomínios: áreas residenciais cercadas por alguma estrutura física, como muros.
  4. Cluster housing: blocos de casas construídos para o melhor aproveitamento do solo para espaços verdes.

 

A abordagem utilizada no estudo considerou a relação entre os fatores de caminhabilidade (ambiente construído) e a quantidade de pessoas caminhando (atividade física). Foram avaliados tanto fatores urbanos associados à saúde física e social das pessoas – atividade física, bem-estar, percepção de segurança, o efeito das árvores e a interação social com a vizinhança – quanto elementos determinantes para a caminhabilidade: conectividade, uso do solo, densidade, segurança viária, estacionamentos, áreas verdes, vigilância (mais “olhos” na rua tornam o ambiente mais seguro), a experiência ao caminhar e o senso de comunidade.

Os bairros em que essas características são mais acentuadas registram níveis mais altos de caminhabilidade, atividade física e bem-estar.

Bairros caminháveis

Quanto mais conectado e dotado de áreas verdes for um bairro, maiores tendem a ser os índices de caminhabilidade e, consequentemente, de atividade física e sensação de bem-estar. São bairros projetados na escala dos pedestres, com calçadas acessíveis, mobiliário urbano, boa iluminação e espaços agradáveis.

Se as pessoas caminham mais – e, assim, passam mais tempo na rua –, a tendência é que o bairro também se torne mais seguro. Isso porque as pessoas tendem a se afastar, de forma intuitiva, de lugares vazios. A presença de “outros”, mesmo que desconhecidos, acaba com o vazio das ruas, tornando-as mais seguras e vivas.

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Pela Redação do Grato Por Tudo, com informações do ArchDaily. Foto TheCityFix Brasil.

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